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Em seu aspecto filosófico, o Ami-Jitsu enfoca uma proposta de auto-realização do homem, despertando nele o homem integrado.
Para que possa integrar-se ao Universo, deve o ser humano realizar exercícios de interiorização, que, indistintamente, trazem benefícios a todos que os praticam. Possui uma filosofia própria em que a tríade tem influência especial: o símbolo tem três hélices; nas imobilizações o defensor toca o solo em três pontos; as cores das faixas são três grupos de três; e todos os movimentos, embora sejam executados de uma só vez, para fins de aprendizagem, são subdivididos em três partes. As técnicas de bastão também são ensinadas em seqüência de três movimentos ou múltiplos.
O Ego (corpo-mente-emoções) é visto como a periferia do homem integrado e o Eu, o seu centro divino desperto. Este centro está presente, mas em estado de hibernação, nos demais homens.
O Ami-Jitsu defende e busca a integração do pensamento oriente-ocidente, não agindo ora de um modo, ora de outro, mas criando uma nova maneira de pensar, conceito implícito e induzido pela própria expressão Ami-Jitsu.
Esta arte marcial tem uma visão panorâmica do homem com relação ao Universo, onde ele tem identidade própria e existência eterna, mas não de forma egoísta, como um ente separado. O homem é um sistema em si e parte de um sistema maior, o Universo, do qual é indissociável. Qualquer alteração em um modifica o outro, e vice-versa. Ao "Grande Todo" chamamos Deus.
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