Como surgiu

Outra pergunta que normalmente ocorre é de como, por quê e quando o Ami foi estruturado.

As experiências do Mestre Tibery no âmbito das artes marciais foram, no decorrer do tempo, pouco a pouco direcionando-o para o que hoje é o Ami. Uma série de fatores contribuíram para isso: local, momento, oportunidade e vontade férrea de realizar um objetivo.

As artes marciais que pratiquei (Aikidô, Capoeira, Caratê, Iai-dô, Jiu-Jitsu, Judô, e Kendô) foram artes que marcaram positivamente a minha vida, mas não atenderam totalmente minhas aspirações pessoais.

Não preenchiam totalmente meu âmago. Com a prática dessas modalidades e com o contato que tive com a Yoga e a Macrobiótica, senti a necessidade de embasamento filosófico e de técnicas coerentes com a minha nova forma de pensar.

Havia um problema a resolver, que era a eficiência junto com a não-violência. Impulsionado por essa vontade, fui atrás de novos movimentos e nova abordagem filosófica sem a dicotomia oriente-ocidente. Queria treinar uma arte (não pensava em ser o criador de coisa alguma) que tivesse coerência entre filosofia e prática. Que integrasse trabalho de pernas, de braços, rolamentos, e exercícios físicos que melhorassem o tônus muscular e fortalecesse as articulações. E que ainda possuísse uma estrutura com técnicas eficientes e não-violentas, para serem usadas quer o praticante estivesse de pé, de joelhos, ou mesmo sendo agarrado no solo.

A utilização do pé e pernas era necessária, pois têm forte influência na cultura brasileira (capoeira, futebol, samba), diferentemente da cultura japonesa que sempre dá mais ênfase ao uso das mãos (esgrima, baseball, trabalhos manuais , sumô e quase todos os estilos de luta, inclusive o caratê, que ainda conserva forte influência chinesa.

Dentro desse conceito, incluí os socos e chutes, mas apenas como formas de ataque. Treinei com familiares e amigos, surgindo daí novas idéias e movimentos que vieram reformular os anteriores e que enriqueceram a nossa arte.

Os interessados (ex-alunos, conhecidos e simpatizantes) foram surgindo, mesmo cientes de que estávamos em fase de laboratório.

Assim nasceu o Ami-Jitsu, que teve sua primeira turma oficialmente aberta ao público em abril de 1989, no Clube dos Previdenciários.

Inovações e pioneirismo nos torna sujeitos a incompreensões por parte dos que não vivenciaram o processo, mas isso não traz maiores preocupações. No Brasil, país de destaque no campo das artes marciais, sobejamente mostramos nossa capacidade.

 

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