Meditar alivia dores e fortalece o cérebro
Saúde

Há muitos motivos para entrar em um estado meditativo. Agora, a ciência comprovou outros dois: as sensações dolorosas se tornam mais brandas e a massa cinzenta adquire maior resiliência.

Para cada pessoa que tem vontade de experimentar a meditação, há outra que não suporta a ideia de ficar parada, pensando em nada. Tudo certo. Afinal, que seria do azul se todos gostassem do amarelo, não é mesmo? Motivos, no entanto, não faltam para se sentar confortavelmente com a coluna ereta e exercitar a mente. Inúmeras pesquisas indicam que essa prática milenar abaixa a pressão arterial, controla o estresse, diminui o mal-estar da quimioterapia e alivia as dores. Por falar nisso, um estudo da Universidade de Montreal, no Canadá, confirma que um tipo específico de meditação, a zen, é mesmo eficiente contra o incômodo: é capaz de reduzir a percepção de sensações dolorosas em 18%. O trabalho descobriu ainda que esse maior manejo do sintoma se deve, entre outros fatores, a uma redução no ritmo respiratório. “O metabolismo se torna mais lento quando ficamos em repouso”, explica Elisa Kozasa, pesquisadora do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo. “Por isso, a reação a um estímulo desconfortável é menor.”

Os cientistas canadenses também revelam outro benefício do método: quem medita suporta melhor essa baita indisposição mesmo quando não está imerso nos momentos de total tranquilidade. Ou seja, o efeito positivo se prolongaria pela vida afora. “A indicação dessa prática para a dor crônica é um clássico. Um de seus defensores é o professor John Kabat- Zinn, da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos”, confirma Paulo de Tarso Lima, especialista em medicina integrativa do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Além desses quadros, o pesquisador americano ensina a meditação para lidar com ansiedade, estresse... Uma das razões é que a técnica aumenta a resiliência. Ou seja, a gente se frustra menos diante daquilo que não controla. “A prática meditativa nota o estímulo, mas deixa de se envolver com ele. É como se nos tornássemos um pesquisador que está observando o fato sem se enrolar com ele. A emoção da dor passa a não ser tão negativa”, compara Elisa.

Trecho do texto reprozido da revista Saúde é vital!

Leia na íntegra: http://saude.abril.com.br/edicoes/0318/bem_estar/conteudo_520838.shtml

 

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